terça-feira, 5 de março de 2019

Homo Deus - Yuval Noah Harari

      Uma vez que seja distribuída toda a comida disponível atualmente em nível igualitário, é possível alimentar a população mundial sem problemas permitindo uma vida tranquila neste aspecto. Existem atualmente muitos recursos médicos para curar doenças, as condições favoráveis a um surto epidêmico foram erradicadas. Conseguimos cada vez mais lidar de maneira eficiente com doenças variadas. E se alguém resolver começar uma guerra hoje, não será uma boa ideia... Muitos países atualmente possuem seu próprio arsenal nuclear e também tecnologia suficiente para um ataque cibernético devastador. Com a globalização, as fronteiras bem definidas de outrora, agora se misturam, causando efeitos colaterais em larga escala. 
      Ok, resolvemos as grandes questões que nos tiravam o sono à noite. Apesar dos pormenores de cada uma, podemos ficar tranquilos... 
      Então, o que faremos agora? As coisas estão tão monótonas... Não temos mais que nos preocupar com ameaças de fome, guerra e doenças a nível global. O que virá em seguida?
      Que tal imortalidade, felicidade e divindade?! Através da engenharia biológica, cibernética e de seres não orgânicos, a humanidade segue rumo à criação do Homo deus, uma nova espécie muito melhor do que o sapiens atual, e junto com ele formas de interação e crenças totalmente novas! Imaginem só químicas capazes de nos manter sempre felizes, conseguir o controle da mente e também do corpo. Além disso, seremos adeptos do dataísmo, interconectados através de uma vasta rede de dados detalhados sobre tudo e todos.

     Após a leitura deste segundo livro do autor, percebi que se trata de uma extensão da última parte de Sapiens. Aqui, as teorias são apresentadas discutindo temas como desigualdade econômica(e consequentemente social), política, ciência e religião dos tempos atuais. Os avanços incontáveis em todas estas áreas são para o deleite de todos, certo? Não exatamente... As inovações em todos estes campos se acumulam, e o acesso a tudo isso é cada vez mais seleto. Para saber quais são elas e toda a discussão envolvida do ponto de vista prático e ético, vão precisar ler o livro para entender melhor a teia de informações.
       Apesar de eu ter gostado muito mais de Sapiens, esta "continuação" veio complementar as ideias do autor. Em muitos momentos nossas opiniões se chocaram e ainda não concordo com Yuval em tudo. Encontrei também informações que me lembraram muito alguns filmes e livros de ficçãocomo GattacaTranscendence e Admirável Mundo Novo. Se você acha que são apenas invenções, pense melhor.
      Recomendo a leitura a vocês, pensem a respeito, pois "...é melhor que compreendamos o que está acontecendo e tenhamos uma opinião a respeito, antes que isso tenha uma opinião por nós."


       Boas leituras!!



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde

       O jovem Dorian Gray é um rapaz adorável, inocente e completamente alheio à própria beleza. Um dia, Basil Hallward decide pintar um retrato do jovem, sua obra prima! No mesmo dia em que conclui o quadro, apresenta Dorian ao seu amigo lorde Henry Wotton cujas ideias são transmitidas ao rapaz em uma conversa, fazendo-o refletir sobre coisas até então desconhecidas, modificando-o profundamente. Mais tarde, quando Dorian é apresentado à própria beleza refletida em seu retrato, profere palavras que selam seu destino:

  “Como isso é triste! Deverei envelhecer, e ficar horrível e assustador. Mas este retrato sempre permanecerá jovem. Nunca ficará mais velho do que neste dia particular de junho... se fosse ao contrário! Se fosse eu a ficar sempre jovem e o retrato envelhecer! Por isto – por isto – eu daria qualquer coisa! Sim, não há nada em todo o mundo que eu não daria!”

       Esta obra foi primeiramente publicada em 1890 pela revista Lippincott’s Monthly Magazine. Um de seus sócios, ao conhecer Oscar Wilde, lhe encomendou uma obra que trouxesse o ideal do movimento conhecido como Esteticismo. Basicamente este movimento defendia o belo acima de qualquer outro valor social. A vida deveria ser vivida intensamente de acordo com o ideal de beleza. Acreditava-se na arte pela arte, sem que houvesse a necessidade de repassar algo a mais através dela.
       O texto original de Wilde foi "censurado" em algumas partes pela edição, de forma a não chocar o público com os termos usados pelo autor. Um ano depois, após receber muitas críticas do conteúdo da história de Dorian Gray, o próprio autor fez alterações no texto, acrescentando parágrafos, amenizando muitas coisas para que sua publicação como livro fosse possível (ele escreveu um prefácio para esta obra deixando claro o que pensava sobre isso). Este foi seu único romance publicado em vida, devido a problemas pessoais graves que ocorreram depois e o levaram à ruína culminando em sua morte pouco mais tarde.

       Quando lemos este livro, nos salta aos olhos o mito do Narciso na adoração excessiva do personagem pela própria imagem e também pela forma como ele toma consciência de sua beleza; e o pacto fáustico, quando tomado de um desejo desesperado por algo concorda em trocar tudo o que possui para obtê-lo. Mas eu vi também uma outra coisa... Para quem acredita, talvez ali também esteja a dinâmica entre corpo e perispírito.
       O que alguém  não daria para poder manter sua imagem sempre jovem e de certa forma intocada! Podendo dar vazão aos mais íntimos anseios sem que isto lhe afetasse de maneira visível. Sua imagem sempre jovem e bela podendo ser mostrada aos outros e até a si mesmo no espelho, causando enlevo e mantendo-se sempre desejável. Seria bom, não é?
       Só que essa vida desregrada e sem limites acaba imprimindo sua marca em algum lugar. Se não aparece externamente, ela deve ficar gravada por dentro...
       Já reparou como algumas pessoas tem um olhar estanho, apesar da boa aparência? Bem, dizem que os olhos são o espelho da alma. E diferente do retrado de Dorian, o nosso não pode ser ocultado das outras pessoas tão facilmente. Nem de nós mesmos, afinal estamos sempre mirando em espelhos. Um dia tudo será descoberto, nos obrigando a confrontá-lo quando o peso for grande demais para suportar, então...
       Todos temos bem e mal dentro de nós. Assim como em Dorian Gray, estas duas partes estão sempre travando embates e cabe a nós decidir qual vencerá.

       Mesmo com essas possibilidades de interpretação, este não é um livro que traz uma "moral da história". Ou pelo menos a ideia não era esda. Li a versão do texto de 1890, mas não acho que tenha sido um problema, apesar de o clássico ser a de 1891. Gostei da experiência! A escrita de Oscar Wilde não é difícil e prende o leitor.
       Recomendo muito a leitura! Leiam, reflitam e cuidado com o que desejam...


        Boas  leituras!





       Capa da primeira publicação na Lippincott's Monthly Magazine:



sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Sapiens: Uma Breve História da Humanidade - Yuval Noah Harari

       Há 70 mil anos os Homo sapiens começaram a mudar o rumo de sua história. Quando surgiram, o planeta já era habitado por uma enorme variedade de espécies de plantas, animais e também diferentes espécies de Homos. Com o tempo, a capacidade dos sapiens de cooperarem entre si em comunidades cada vez maiores se aperfeiçoou. Isso se deveu principalmente à sua habilidade recém-desenvolvida de contar histórias. A capacidade de acreditar nestas mesmas histórias e em coisas intangíveis, os ajudou a prosperar e a se tornarem a espécie dominante. 
        A vida de uma caçador-coletor era complicada. Como precisavam migrar constantemente em busca de comida, viviam em bandos menores e de pouca expressão. Então eis que se descobre a agricultura. Isto permitiu que o sapiens tivesse acesso a mais comida sem precisar se deslocar. Começam as construções de casas, vilas, cidades, impérios. A população aumentou bastante tanto dos humanos quanto dos animais domésticos.
       Muitos anos depois, veio a revolução científica, partindo da ideia de que não sabemos de tudo, e portanto é preciso buscar o conhecimento. Mais um salto em nossa evolução. Daí em diante os sapiens não pararam mais. Investindo cada vez mais em melhorias, progresso para homens e máquinas, estão a ponto de criar uma nova espécie de super sapiens através de pesquisas realizadas nos ramos da engenharia biológica, cyborg e vida inorgânica. 
       Onde vamos chegar com tudo isto? Bem... é uma boa pergunta a ser respondida após refletir sobre a macro-história apresentada.

        Este está longe de ser um livro de história comum. O autor (que é professor israelense de história, leciona no departamento de História da Universidade Hebraica de Jerusalém)  nos conduz pela jornada do Homo Sapiens de uma forma clara, direta e sem muitos panos quentes. A cada revolução, temos prós e contras. Evoluímos com o tempo. Agora temos mais comida, não há mais guerras em escala mundial, nem somos atacados por doenças de maneira desenfreada sem que haja uma cura possível. Nossa vida é facilitada cada vez mais pela tecnologia, temos mais posses, as opções são infinitas e conseguimos nos conectar com pessoas do mundo todo. Em contrapartida, estamos acabando com o ecossistema, extinguimos espécies inteiras de animais e plantas. Maltratamos os animais como se eles fossem nada e ainda há muita desigualdade entre os próprios humanos...
       Para algumas pessoas este livro pode ser incômodo, pois traz discussões sobre crenças(mito/realidade imaginada intersubjetiva) nossas de cada dia, tais como gênero(masculino/feminino), dinheiro, religião, governo, nacionalidade... Tudo colocado de forma imparcial, com a finalidade de informar, alertar e nos provocar a reflexão.

       Acompanhando a linha de raciocínio do autor, fui confrontada com uma questão que incomodou e me fez ficar horas pensando a respeito: o que é a verdadeira e tão almejada felicidade? Apesar de nunca estarmos plenamente satisfeitos, evitamos esse tipo de pergunta com uma facilidade espantosa! Estamos sempre buscando respostas, seja no passado(onde deu errado?), seja no futuro(vai dar certo e durará?) Mas pouco focamos no presente, onde precisamos estar, uma vez que é o que de fato existe. Conquistamos muito ao longo dos milênios, mas isso nos torna necessariamente felizes? O epílogo foi perfeito e fechou a obra de forma maravilhosa!
        Então, eu mais que recomendo a leitura. Façam um favor a si mesmos e dêem uma chance! Vai valer a pena cada página se você deixar a mente aberta, claro! Vou deixar aqui o link de uma entrevista feita com o autor Yuval Noah Harari no programa Conversa com Bial onde ele fala sobre o Sapiens e também sobre seu outro livro Homo Deus https://youtu.be/cwceT9z0WPw.
       Depois que conhecerem a obra, espero que consigam dormir com todo este barulho.


        Boas leituras!!






quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Os Quase Completos - Felippe Barbosa

        Se um estranho lhe propusesse sair completamente do roteiro de sua vida para viver uma aventura, você o acompanharia? 
        O quase doutor embarcou em um ônibus para um destino desconhecido. 

        Será que realmente sabemos o que queremos para nossa vida, o que nos completa e faz felizes? 
        A quase viúva pôde refletir a respeito enquanto aguardava seu noivo acordar do coma. 

        Quantas vezes na vida nos deparamos com o passado, que nos impede de continuar até que tudo esteja devidamente resolvido? 
        O quase repórter tenta descobrir o real motivo da morte de sua esposa, enquanto tenta seguir em frente. 

        Esses três personagens se intercalam ao longo da história em narrativas envolventes provocando reflexões sobre sonhos, identidade, amor, sobre viver verdadeira e intensamente. O livro mistura vários estilos criando uma montanha russa deliciosa! Aventura, investigação, romance, fantasia, ação, drama, mistério... Tudo isso colocado na medida certa culminando em um final que me surpreendeu. Sabe aquele livro que, quando termina ficamos abraçados a ele pensando a respeito? Então adicione a isso aquele "calorzinho no coração" deixado por mensagens positivas. Então, convido vocês a embarcarem no A307 para uma viagem rumo ao encontro de si mesmos para que assim, façam de seus dias, ótimos dias.

        Os Quase Completos venceu o Prêmio Pólen de Literatura e foi publicado pela editora Arqueiro em 2018. Recomendadíssimo!


        Boas leituras!!






domingo, 25 de novembro de 2018

A Metamorfose - Franz Kafka

        “Certa manhã, ao despertar de sonhos intranqüilos, Gregor Samsa encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso.”
    Quando sua família descobre o ocorrido, cada um reage de uma maneira diferente, incluindo o gerente de Gregor que estava presente no momento em que abriram a porta do quarto. Esta transformação o impossibilitou de continuar trabalhando, ou executando tarefas do dia-a-dia. Com o tempo, sua família se reorganiza e a forma de lidar com Gregor também muda.

     Apesar de, em geral haver um certo receio de se encarar autores como Kafka, este livro não me pareceu tão terrível assim de se desvendar. Claro que após a leitura fui buscar mais informações, outras teorias diferentes das minhas. Mas vamos com calma aqui.
      Li este livro em dois dias, e à medida em que a história se desenvolveu, fui me sentindo angustiada, triste mesmo pelo protagonista, tristeza esta que apertou absurdamente em seus momentos finais.
        E aí surgiram as perguntas inevitáveis. Quanto nós valemos para os outros? Valemos o que somos, ou o que podemos proporcionar aos demais? Quando não podemos mais ser úteis de alguma forma, aos poucos somos deixados de lado, sendo esquecidos até que finalmente nos substituem e pronto. Como as pessoas ao seu redor reagiriam, se você se tornasse algo que elas não aprovam? Seriam amáveis, ficariam tristes, reagiriam com raiva? Quanto seu trabalho vale para você? Vale à pena permanecer em um emprego que te traz dinheiro e conforto, mas que ao mesmo tempo transforma sua vida em um inferno? O quanto você se preocupa com você?
         Gregor não se importou com sua nova condição, apenas com o fato de não poder mais trabalhar e sustentar sua família. Tentou de todas as formas melhorar a situação para eles, sem pensar muito em si mesmo. E quando a indiferença da família finalmente somou à sua própria, ele apenas abandonou a si mesmo.
         Ouvi várias teorias a respeito e muitas foram parecidas com as minhas. Uma que me chamou a atenção foi a interpretação de que esta história falaria sobre depressão. Que o inseto seria a forma como ela se desenvolve, como Gregor se vê, e aos poucos para de reagir passando a se confinar cada vez mais em seu quarto. Sua família tenta fazer algo, mas com o tempo simplesmente o deixa de lado.

          Enfim, não é à toa que este é um clássico literário. Recomendo muito a leitura, e a reflexão.
          Ah sim! E ele não se transforma em uma barata, certo?! É apenas um inseto monstruoso. O autor deixou em aberto, para interpretações pessoais sobre a natureza da metamorfose.

         Boas leituras!!




quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Persuasão - Jane Austen


" Preciso lhe falar com os meios dos quais disponho.
... Estou dividido entre a agonia e a esperança."


       Anne Elliot é uma mulher de 27 anos que vive na Inglaterra do século XIX. Filha de Sir Walter Elliot, um homem completamente fútil, que só dá valor à aparência(tanto que sua casa é cheia de espelhos) e ao dinheiro. Ela tem duas irmãs. Elizabeth, a mais velha, é solteira e pensa exatamente como o pai; e Mary, a caçula, é casada e menos apegada a estas questões do que os dois primeiros. Anne não é muito estimada pela própria família e por isso, desde que a mãe morreu conta com os cuidados e a estima de sua amiga Lady Russell. 
        Quando jovem, então com 19 anos, Anne esteve a ponto de iniciar um noivado com Frederick Wentworth, mas o rapaz era de uma condição social inferior à sua, então foi persuadida pela família e a amiga a deixá-lo. Agora, oito anos depois, sua família está passando por dificuldades financeiras e precisa alugar a propriedade onde mora, se mudando para Bath, e por ironia do destino quem aluga a propriedade é justamente o cunhado de Frederick. Algum tempo depois da chegada do casal à propriedade, o agora capitão Wentworth vem passar uma temporada visitando-os e neste reencontro entre ele e Anne muitas coisas podem acontecer.

       Decidi sair da zona de conforto e experimentar um romance por indicação de uma amiga. Sempre falando tão bem deste livro, ela me deixou tentada! Então lá fui eu, e ao final saí suspirando... rs

       Este romance de Jane Austen foi publicado postumamente em 1818. Apesar da atmosfera mais triste, traz o romantismo de uma forma suave que vai cativando aos pouquinhos, para enfim nos arrebatar completamente com uma carta.
        Minha estréia neste gênero com esta autora foi completamente satisfatória! Através uma escrita simples e fluida, Jane Austen marca muito bem suas opiniões favoráveis ou não sobre a sociedade da época através das descrições de seus personagens e colocando também ao longo do texto boas alfinetadas. Há uma discussão interessante sobre papel, direitos e como eram vistos homens e mulheres na sociedade de quando o livro foi escrito(precursora do feminismo talvez?). Sobre o amor, ela nos apresenta uma questão acerca do tempo. O casal errou em se separar? Ou foi melhor assim, tendo o período em que ficaram separados proporcionado uma maturidade necessária para que o amor reavivasse mais forte e sincero, permitindo então um relacionamento mais seguro em seus propósitos?
       Após a leitura, assisti a uma adaptação para a televisão feita pela BBC lançada em 2007. Ela é ótima para ilustrar os lugares descritos no romance, mas não me envolveu tanto quanto o livro. 
       
       Enfim, recomendo muito esta obra e espero que possam dar uma chance, como eu fiz. Não vão se arrepender!

        Boas leituras!!




domingo, 16 de setembro de 2018

O Doador de Memórias - Lois Lowry

       Existem comunidades onde liberdade de escolha e principalmente sentimentos não fazem mais parte da vida de seus moradores, foram banidos há muito tempo. A vida nestes lugares é perfeitamente coordenada e satisfatória, pois acreditam firmemente que quando as pessoas têm o poder de escolha e são dominadas por sentimentos, inevitavelmente farão escolhas erradas e prejudicarão a muitos. Então, designaram um membro da comunidade para ser o Guardião de Memórias, o único a se lembrar de como a vida funcionava antes tudo isso ser banido, para poder auxiliar em algumas decisões. 
         À medida em que o guardião vai chegando próximo ao seu período de dispensa, ele treina um Doze com a mesma pré-disposição que ele para receber essas memórias. É aí que conhecemos Jonas, de 12 anos, escolhido como recebedor. Porém, quando ele começa a perceber que junto com elas vem um mundo inteiro, uma carga de emoções enorme e variadas experiências de vida, entende que seria um desperdício as pessoas perderem algo tão incrível. Logo, Jonas se junta ao Guardião, então Doador, para atravessar os limites que cercam as comunidades e libertar a todos.

       Decidi ler O Doador de Memórias após assistir pela segunda vez sua adaptação para o cinema. O filme é ótimo!! Lançado em 2014, foi uma história que me tocou bastante! E quando isto acontece, a curiosidade pelo livro cresce, certo?!
        Pois bem, li o livro. E o veredicto foi: o filme melhorou e muuuito a história, desenvolvendo a ideia de uma forma tocante!

        Este livro é o primeiro de uma série de quatro volumes chamada O Doador. Ele é bem curtinho, você conseguirá lê-lo em poucos dias, mas isto fez com que as coisas acontecessem de forma rápida demais sem muita explicação, deixando tudo meio vago. Uma pena, pois a ideia central é muito boa e merecia ter sido melhor desenvolvida. Não vou ler os outros livros da série, já que satifiz minha curiosidade, mas infelizmente não a expectativa... 

       Como eu disse na resenha anterior, não deixe de dar uma chance só por esta opinião, pode ser que você goste. Mas se mesmo assim ainda estiver resistente, pelo menos assista ao filme. É maravilhoso!!

        Boas leituras!